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Março Azul: aumento da mortalidade por câncer de intestino acende alerta para a importância da prevenção

Publicado em 28 de fevereiro de 2023
Março Azul: aumento da mortalidade por câncer de intestino acende alerta para a importância da prevenção

Matéria original em: ARATU ON por Bruna Castelo Branco
https://aratuon.com.br/saude/2023-02-28/marco-azul-aumento-da-mortalidade-por-cancer-de-intestino-acende-alerta-para-a-importancia-da-prevencao/

O câncer colorretal (CCR) ou câncer de intestino é um dos tumores malignos mais frequentes no mundo e um dos mais letais. Recentemente, a doença vitimou dois grandes ídolos do futebol: Pelé e Roberto Dinamite. E, no início deste ano, a Cantora Preta Gil também revelou que estava com câncer de intestino.

Este ano, mais de 40 mil brasileiros devem ser diagnosticados com a doença, que é o segundo tipo de câncer em número de óbitos no mundo e terceiro a provocar mais mortes no Brasil na população em geral.

Diante desse cenário, as Sociedades Brasileiras de Endoscopia Digestiva (Sobed) e de Coloproctologia (SBCP), juntamente com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), realizará, em março, em todo o território nacional, a campanha Março Azul 2023, cujo foco consiste no incentivo ao diagnóstico e tratamento precoces do câncer colorretal por meio da prevenção primária e secundária. Em 2023, a iniciativa terá como mote o slogan “Saúde é prevenção. Cuide de você, evite o câncer de intestino”.

O câncer de intestino é também conhecido como câncer colorretal porque engloba os tumores surgidos na parte do intestino grosso chamada cólon e reto (localizada no final do intestino, antes do ânus) e no ânus.

O gastroenterologista e coordenador científico do Itaigara Memorial Gastro-Hepato Endoscopia, Rodrigo Felipe, apontou que, entre os fatores de risco para a doença, estão:

  • Fumar;
  • Consumir alimentos ricos em gorduras saturadas;
  • Ter uma vida sedentária;
  • Consumir bebidas alcoólicas;
  • Idade superior a 45 anos;
  • História familiar de câncer colorretal;
  • História pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama);
  • Baixo consumo de cálcio;
  • Obesidade.

“Diarreia, perda de peso não intencional, prisão de ventre, sangue nas fezes, gases ou cólicas, vômito, náuseas, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após evacuação são alguns dos sintomas que necessitam de avaliação médica com brevidade”, alertou Rodrigo Felipe.

O diagnóstico precoce oferece até 90% de chance de cura do câncer de intestino. “Há dois exames capazes de detectar precocemente os tumores de intestino: o Teste FIT – que aponta sangue nas fezes (mesmo oculto a olho nu) e a colonoscopia”, explicou o médico. O Instituto Naci15onal de Câncer (INCA) prevê um aumento da mortalidade prematura por câncer de intestino até 2030.

O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. A escolha vai depender da localização do tumor e do estágio da doença. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maiores as possibilidades de cura.

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